Ambiafro no Shell Iniciativa Jovem: formação para quem forma
Em julho de 2026, a Ambiafro iniciou a formação do Shell Iniciativa Jovem, programa de aceleração de negócios sustentáveis e de impacto social do qual fomos selecionados para o ciclo deste ano.
O que é o programa
O Shell Iniciativa Jovem é a versão brasileira do Shell LiveWIRE, iniciativa global presente em 15 países. No Brasil, é executado pelo CIEDS e chega em 2026 à sua 26ª edição, com trilhas organizadas conforme o estágio de maturidade de cada participante e oferta gratuita de capacitação, mentorias e consultorias em áreas como gestão financeira, planejamento estratégico e ESG.
Desde 2000, mais de 670 empreendimentos foram certificados pelo programa e integram a Rede de Empreendimentos Sustentáveis. Segundo dados da Shell Brasil, esses negócios já geraram mais de R$ 660 milhões em receita e contribuíram para a criação de mais de 5.500 empregos diretos e indiretos.
Por que uma ONG entra em um programa de aceleração
Ser organização da sociedade civil não isenta ninguém de disciplina de gestão. Ao contrário: exige mais. Uma ONG opera com recursos escassos, prestação de contas a financiadores, compromisso com territórios que não podem esperar e uma equipe que precisa sustentar tudo isso ao mesmo tempo. Sem estrutura de gestão, planejamento financeiro e estratégia de sustentabilidade institucional, a missão não se realiza. Ela apenas se anuncia.
A Ambiafro chega ao Shell Iniciativa Jovem com seis anos de atuação, três frentes de trabalho estruturadas, mais de 500 pessoas impactadas diretamente e um fundo filantrópico próprio em operação. O que buscamos no programa é o que sustenta a próxima etapa: robustez de modelo, capacidade de escala e instrumentos de gestão que acompanhem o tamanho da ambição institucional.
A relação com o que já fazemos
Empreendedorismo sustentável é uma das três frentes da Ambiafro. Capacitamos, formamos, aceleramos e destinamos recursos para negócios e iniciativas de impacto socioambiental liderados por pessoas negras. Passar pela mesma trilha que oferecemos a outros tem consequência prática: cada ferramenta de gestão, cada modelo de análise de viabilidade e cada aprendizado sobre acesso a capital voltam para dentro dos nossos próprios programas de aceleração.
Essa circularidade importa porque o gargalo do afroempreendedorismo brasileiro não é falta de ideia ou de disposição. É acesso desigual a crédito, a redes e a formação técnica. Uma organização que quer enfrentar esse gargalo precisa dominar, na prática, aquilo que ensina.
O que vem pela frente
A formação está em curso. Ao longo do ciclo, vamos compartilhar aqui no blog o que estamos aprendendo sobre gestão de organizações de impacto, estruturação financeira e desenho de modelos que unem viabilidade econômica e compromisso socioambiental.
Ser sustentável é ser inclusivo. Isso vale para os territórios com quem trabalhamos e vale para a forma como construímos a própria organização.



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