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Conselho Consultivo, Comunidade e Networking: três formas de caminhar com a Ambiafro

17 de set.
3 min de leitura

Em seis anos de Ambiafro, conhecemos muita gente interessada em ajudar ou em se aproximar do trabalho. Durante quase todo esse período, a única porta disponível era o voluntariado. Ela funciona para quem tem tempo livre e não funciona para mais ninguém.

Em 2026 abrimos três portas com funções distintas: um colegiado que nos ajuda a decidir, um canal de informação e um fórum de troca entre profissionais.

Conselho Consultivo: quem nos ajuda a pensar longe

Em 2026, a Ambiafro instituiu seu Conselho Consultivo. É um órgão estratégico, propositivo e de escuta qualificada, que contribui com análises, pareceres e recomendações sobre rumos, projetos, parcerias e governança.

Oito trajetórias

O colegiado reúne oito pessoas: Eliezer Leal, coach executivo e cofundador da Singuê; Adriana Alves, fundadora da Lupa, em governança e cultura; Marina Marçal, Brazil Lead da Waverley Street Foundation; Matheus Melgaço, em comunicação e articulação multissetorial na Fundação Lemann; Katrin Harvey, secretária-geral da Foundations Platform F20; Bruna Ribeiro, em transparência e reputação ESG; Fernanda Dativo, head de investimento e portfólio da Din4mo; e Suellen Rodrigues, em saúde, governança e políticas públicas.

São trajetórias que raramente se sentam à mesma mesa: filantropia internacional, investimento de impacto, políticas públicas de saúde, comunicação, cultura organizacional e reputação corporativa. O colegiado reflete a identidade da Ambiafro, com maioria negra e pluralidade de experiências e visões. Ser sustentável é ser inclusivo, inclusive na forma como nos governamos.

O que muda por existir

Organização pequena decide rápido e decide sozinha. A vantagem é a velocidade. O custo é que ninguém de fora questiona o pressuposto errado antes de ele virar um ano de trabalho.

O Conselho existe para reduzir esse custo. Levamos a ele o que ainda não sabemos, e não o que já está pronto: se a exigência regulatória de dado climático se converte em orçamento contratado ou para no relatório; se colocar equidade racial dentro do método técnico abre portas com o financiador ou restringe o universo de clientes que queremos atender; o que falta na nossa teoria da mudança para que ela seja auditável por um financiador institucional.

Nenhuma dessas perguntas tem resposta confortável, e é por isso que elas vão para a mesa. As recomendações do colegiado alimentam o refinamento da nossa teoria da mudança, a ampliação da Rede Ambiafro e a definição das prioridades estratégicas dos próximos ciclos.

Comunidade Ambiafro: informação antes de todo mundo

A Comunidade Ambiafro é o grupo para quem quer saber com antecedência o que estamos fazendo, acompanhar notícias relevantes da área e acessar oportunidades que selecionamos. É um canal de informação, com fluxo de nós para quem acompanha.

Quem entra recebe novidade institucional antes do anúncio público, leitura do que importa em clima, meio ambiente e sustentabilidade, e oportunidades curadas.

Networking Ambiafro: o fórum de quem atua na área

O Networking Ambiafro é complementar e tem lógica oposta. É fórum de troca, construção e aproximação entre profissionais que atuam com clima, ESG e impacto. O fluxo é horizontal, entre as pessoas do grupo.

Ele existe para resolver três lacunas que enxergamos ao longo desses seis anos: conectar quem já atua na área, criar espaço próprio para o nosso público, e desenvolver quem já faz acontecer. Profissional negro em clima e ESG costuma ser o único ou uma das poucas pessoas negras na equipe, na conferência e na mesa de decisão. Rede se constrói onde essas pessoas conseguem se encontrar.

Os dois grupos foram lançados em setembro de 2026 e estão abertos.

  • Networking Ambiafro: https://lnkd.in/dUkhxuaC

  • Comunidade Ambiafro: https://lnkd.in/dnDqtacb

Por que três estruturas, e não uma

Porque as três respondem a perguntas diferentes.

O Conselho Consultivo responde a quem nos ajuda a decidir. A Comunidade responde a como acompanhar de perto sem precisar de tempo livre. O Networking responde a onde profissionais negros da agenda climática se encontram entre si.

Juntar as três em um único espaço produziria um grupo grande em que ninguém sabe por que está ali. Uma organização que trabalha com transição justa precisa oferecer mais de uma forma de participação, porque as pessoas chegam com disponibilidades, interesses e propósitos diferentes. Voluntariado deixou de ser a única entrada.

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